Cereja do Topo, por Lorena Gonzalez.

Pra viagem
30 de julho de 2013 às 5:24 PM | por Lorena Gonzalez Leal.
         Tem coisas que foram feitas para durar, como o amaciante concentrado, outras são pra ser curtidas no momento, é o caso do Polenguinho. Algumas coisas não têm hora certa para acontecer, não enjoam e podem ser curtidas em qualquer lugar, tipo a Nutella individual. Existem aquelas que não deveriam acontecer nunca, o suco artificial de manga é o melhor exemplo. E ainda as que só ficam boas envelhecidas, é por isso que o vinho safra de 45 é tão valorizado. Eu só não consigo definir o que nós somos, ultrapassamos o prazo de validade, curtimos o que tivemos no momento, foi rápido e na medida certa, não sobrou pra mais tarde e não faltou para a última torrada. E, contra todas as expectativas, não enjoamos, sem tempo nem lugar, soubemos aproveitar aquele sabor tão conhecido que eu pensava estar perdido. Repensando todo o caso, cheguei a achar que foi loucura e me perguntei de quem foi a ideia idiota, tive raiva e quis abolir da minha vida até a cor da fruta. Mas nos entendemos com o tempo, na distancia, no encontro, no armário de enlatados. Não estragamos ao sol, mas devemos ser mantidos na geladeira, preservados em local seco e fresco, de preferência com luz natural, duramos na eternidade de uma porção individual.    

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Lorena.

Paranaense, estudante de moda, escorpiana, chocólatra, impaciente, curiosa, desorganizada, ansiosa. Eu tenho um macaco azul e um sapo de aparelho, nunca tive amigos imaginários e no dia da Toalha eu levo a minha para todos os lugares. Dou risada em filme de terror, adoro cama-elástica, algodão doce e maçã do amor, acho divertido subir em árvores. Adoro escrever... Não me atreveria jamais a escrever um poema, sei que meu lugar é a prosa, o verso eu deixo pra quem quiser.

Sobre o blog.

"Escrevo por não ter nada a fazer no mundo: sobrei e não há lugar pra mim na terra dos homens. Escrevo porque sou um desesperado e estou cansado, não suporto mais a rotina de me ser e se não fosse a sempre novidade que é escrever, eu me morreria simbolicamente todos os dias. Mas preparado estou para sair discretamente pela saída da porta dos fundos. Experimentei quase tudo, inclusive a paixão e o seu desespero. E agora só quereria ter o que eu tivesse sido e não fui."




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