Cereja do Topo, por Lorena Gonzalez.

E se...
31 de agosto de 2014 às 9:50 PM | por Lorena Gonzalez Leal.
         Se não existisse mais ninguém e eu aparecesse na sua casa no domingo a noite, você me deixaria entrar? E se eu te desse todos os presentes inacabados e cumprisse minhas promessas, você me deixaria voltar? Se eu te chamasse pra jantar e seguisse sua dieta, você cozinharia pra mim? Se eu ligasse o netflix na sua lista, você deitaria comigo no sofá e seguraria minha mão? E se eu dissesse que ta tarde e perguntasse onde é o ponto de ônibus, você me pediria pra ficar? E se eu ficasse, você deixaria a luz do corredor acesa? Você deitaria comigo na sua cama ou dormiria no sofá? E se deitasse comigo, beijaria minha nuca pra não me deixar dormir? Quando eu dormisse, você cobriria minhas pernas com o cobertor? Faria aquele café com torradas pra quando eu acordasse? Me emprestaria uma toalha e deixaria eu ficar com a sua camiseta depois de tomar banho? Você passaria o dia comigo ou me mandaria pra casa? E quando eu fosse, você esperaria o ônibus comigo? Você me emprestaria o seu guarda-chuva florido? Me ligaria pra saber se eu cheguei bem? Se não existisse mais ninguém, se fosse só eu, seria o suficiente pra você? 

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Lorena.

Paranaense, estudante de moda, escorpiana, chocólatra, impaciente, curiosa, desorganizada, ansiosa. Eu tenho um macaco azul e um sapo de aparelho, nunca tive amigos imaginários e no dia da Toalha eu levo a minha para todos os lugares. Dou risada em filme de terror, adoro cama-elástica, algodão doce e maçã do amor, acho divertido subir em árvores. Adoro escrever... Não me atreveria jamais a escrever um poema, sei que meu lugar é a prosa, o verso eu deixo pra quem quiser.

Sobre o blog.

"Escrevo por não ter nada a fazer no mundo: sobrei e não há lugar pra mim na terra dos homens. Escrevo porque sou um desesperado e estou cansado, não suporto mais a rotina de me ser e se não fosse a sempre novidade que é escrever, eu me morreria simbolicamente todos os dias. Mas preparado estou para sair discretamente pela saída da porta dos fundos. Experimentei quase tudo, inclusive a paixão e o seu desespero. E agora só quereria ter o que eu tivesse sido e não fui."




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