Cereja do Topo, por Lorena Gonzalez.

autorretrato
14 de outubro de 2014 às 1:19 AM | por Lorena Gonzalez Leal.
            To com saudade de algo que eu não sei o que é. Mas é algo que me aperta assim o peito e me faz suspirar vendo propagandas de absorvente. É uma saudade escura e sem precedentes, para a qual eu não consigo nem achar uma trilha sonora. É como se eu ainda precisasse conhecer alguma coisa e essa coisa já me desse saudade. É essa coisa de querer ver unicamente o filme que você emprestou e ainda não devolveram. É esse choro seco que fecha a garganta, mas não (es)corre pelo rosto. To com saudade de algo que me desperte pra vida de um jeito que eu nunca fui desperta. Algo que me balance, que me tire dos trilhos pra que eu encontre o caminho certo. Algo que me tire os sentidos e me dê racionalidade. E que me livre dessa vontade de não sei o que. Que acabe com esse buraco no meu estômago. Essa saudade de algo que tem cheiro e sobrenome mas ao qual eu nunca fui apresentada. É essa vontade de dormir depois de chorar incansavelmente mas sem ter derramado uma lágrima. É como encarar uma parede branca por horas e começar a ver rostos nela. E não tem programa de tv que me distraia, não tem palavra cruzada que prenda minha mente, não tem poema que me emocione, só tem esse buraco negro na minha alma sugando as minhas energias com essa saudade do que nem existe.

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Lorena.

Paranaense, estudante de moda, escorpiana, chocólatra, impaciente, curiosa, desorganizada, ansiosa. Eu tenho um macaco azul e um sapo de aparelho, nunca tive amigos imaginários e no dia da Toalha eu levo a minha para todos os lugares. Dou risada em filme de terror, adoro cama-elástica, algodão doce e maçã do amor, acho divertido subir em árvores. Adoro escrever... Não me atreveria jamais a escrever um poema, sei que meu lugar é a prosa, o verso eu deixo pra quem quiser.

Sobre o blog.

"Escrevo por não ter nada a fazer no mundo: sobrei e não há lugar pra mim na terra dos homens. Escrevo porque sou um desesperado e estou cansado, não suporto mais a rotina de me ser e se não fosse a sempre novidade que é escrever, eu me morreria simbolicamente todos os dias. Mas preparado estou para sair discretamente pela saída da porta dos fundos. Experimentei quase tudo, inclusive a paixão e o seu desespero. E agora só quereria ter o que eu tivesse sido e não fui."




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