Cereja do Topo, por Lorena Gonzalez.

Melancia e bicicleta
29 de março de 2016 às 10:26 PM | por Lorena Gonzalez Leal.
         Tava pensando em você hoje, me deu saudade das suas conversas. Suas porque eram suas ideias, suas opiniões. Eu era só expectadora, uma página em branco pra você despejar suas teorias. Cética, eu duvidava de tudo, contestava tudo, contra-argumentava. Mas você é decidido, menino novo, bate o pé e não se deixa levar por alguém como eu. Certo você, que não se abala e caminha com pernas fortes, preparadas pra corrida. Filósofo dessa geração que não sabe o que quer, mas tá sempre buscando. Mantenha suas convicções. Mas aceita que eu sou a bicicleta! "Escolhe outra fruta.." Eu não quero escolher outra fruta! Quero ser a bicicleta, quero ir pra frente, sair do lugar. Não quero ficar plantada esperando alguma coisa acontecer. Não quero cair de madura. E se for pra cair, quero que seja por não ter mais rodinhas, por me arriscar, se for pra cair, que seja aprendendo a me equilibrar. Talvez eu precise mais de alguém como você na minha vida. Esse seu jeito inocente de dizer o que pensa e tentar entender as coisas que não fazem sentido pra você. Seu jeito de menino novo aprendendo a ser grande sem deixar de ser menino. Seu empenho em me conhecer e me ter por perto enquanto mantem essa distância típica de quem sabe que não é do mesmo mundo. Sempre bicicleta e melancia. 

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Lorena.

Paranaense, estudante de moda, escorpiana, chocólatra, impaciente, curiosa, desorganizada, ansiosa. Eu tenho um macaco azul e um sapo de aparelho, nunca tive amigos imaginários e no dia da Toalha eu levo a minha para todos os lugares. Dou risada em filme de terror, adoro cama-elástica, algodão doce e maçã do amor, acho divertido subir em árvores. Adoro escrever... Não me atreveria jamais a escrever um poema, sei que meu lugar é a prosa, o verso eu deixo pra quem quiser.

Sobre o blog.

"Escrevo por não ter nada a fazer no mundo: sobrei e não há lugar pra mim na terra dos homens. Escrevo porque sou um desesperado e estou cansado, não suporto mais a rotina de me ser e se não fosse a sempre novidade que é escrever, eu me morreria simbolicamente todos os dias. Mas preparado estou para sair discretamente pela saída da porta dos fundos. Experimentei quase tudo, inclusive a paixão e o seu desespero. E agora só quereria ter o que eu tivesse sido e não fui."




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